Fotografia polaroid de banco de jardim de madeira escura com estrutura de ferro fundido ornamentado com inscrição "București" e figura de ave de asas abertas, rodeado de folhas de outono no chão e vegetação verde e amarela ao fundo.

Bucareste: A Nossa Última Viagem de 2017

Esta foi a nossa última viagem de 2017. E tendo em conta que estamos em 2026… sim, este post ficou guardado muito tempo à espera de ver a luz do dia. Mas se quero realmente voltar ao blog, tenho de começar por algum lado — e nada melhor do que revisitar os nossos últimos cinco dias de liberdade daquele ano.

Foi também o meu primeiro país da Europa de Leste, e isso marcou-me mais do que imaginava.

Primeiras Impressões

Nem sei bem por onde começar.
Bucareste é diferente da Europa que eu “conhecia”, mas ao mesmo tempo tem traços familiares.
É uma cidade que mistura contrastes: arquitetura francesa, ruas largas, edifícios imponentes… e depois pequenos recantos que parecem saídos de outra época.
Reconheci ali pedaços de outras cidades onde já tinha estado — mas com personalidade própria.

A Viagem

Viajámos pela TAP, em novembro de 2017. O voo custou cerca de 135€ por pessoa e demorou aproximadamente 4 horas. Voámos de noite e chegámos às 5h da manhã, completamente zonzos mas cheios de adrenalina.

Ficámos num apartamento no centro, reservado pelo Airbnb — continua a ser, para mim, uma das formas mais seguras e económicas de ficar alojado.

Para lá chegar, apanhámos um táxi no aeroporto. E aqui entra a parte menos bonita: fomos enganados duas vezes. Nada grave, porque a moeda era muito baixa na altura, mas ainda assim… desnecessário.

Se forem agora, recomendo Uber. Usámos também e correu lindamente. E sim, deixem gorjeta — ganham logo um amigo.

A Cidade em 3 Dias

Bucareste vê-se bem em três dias. O centro tem edifícios lindíssimos e uma influência francesa muito marcada, o que lhe valeu o apelido de “Pequena Paris do Oriente”.

Lugares que vale mesmo a pena visitar:

  • Palácio do Parlamento — gigante, imponente, quase surreal.
  • Cidade Velha (Centru Vechi) — ruas estreitas, cafés, restaurantes e edifícios dos séculos XVIII e XIX.
  • Livraria Cărturești Carousel — uma das mais bonitas da Europa. Um sonho para quem ama livros, revistas e pequenos tesouros.

Parques que me conquistaram

Adoro cidades com espaços verdes — e Bucareste tem alguns muito especiais.

  • Parque Cismigiu — perfeito para respirar fundo e abrandar.
  • Parque Izvor — conhecido por ser “amigo dos animais”. E é mesmo! Passeámos ali imenso, a apreciar os cães e os seus donos, como se fôssemos locais.

Onde Comer (e o que comer)

Nós gostamos sempre de experimentar comida local.

Taverna Covaci

Restaurante cheio, música ao vivo, decoração típica. Pode não ter as melhores reviews, mas nós adorámos a experiência — comida boa e funcionários super simpáticos, mesmo sem falar inglês.

Mara Mura

Uma pastelaria com influência francesa. E quando digo que adorei… adorei MESMO. Difícil escolher só uma coisa. Saímos de lá felizes e de barriga cheia.

Fora de Bucareste: Castelos e Montanhas

Se forem à Roménia, não deixem de visitar:

Castelo de Bran (Castelo do Drácula)

Um clássico. Um marco histórico. Fomos de comboio e, pelo caminho, visitámos também o Castelo de Peleș. Infelizmente estava fechado para gravações, mas o passeio valeu cada passo.

Brasov

Uma cidade encantadora. E foi lá que descobri a montra mais bonita da viagem: Gigi Crovigi. Mesmo sem fome, obriguei o meu marido a entrar — e ainda bem. Comprámos pequenas delícias para petiscar mais tarde. Recomendo muito.

Mercado Obor: O Coração da Cidade

Eu adoro visitar mercados locais — é onde se sente a verdadeira alma de uma cidade. O Mercado Obor (Piata Obor) é enorme, vibrante, cheio de cores, cheiros e vida. Lembra-me o MARL, em Lisboa.

Há de tudo: fruta, legumes, peixe (ainda vivo!), carne, queijos, especiarias… É uma experiência autêntica e imperdível.

Uma Semana Inesquecível

Foi uma semana fantástica. Se voltasse atrás, teria aproveitado mais os transportes públicos — especialmente o comboio, que era super acessível e permitia parar em várias cidades com o mesmo bilhete.

Mas férias são assim: fazemos o melhor que sabemos, e guardamos o resto para a próxima aventura.

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